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Nascer com saúde para viver com saúde Home / Nascer com saúde para viver com saúde

São nove meses de grande ansiedade. Afinal, não é para menos. De repente, quando a gravidez surge, seja planejada ou não, todas as expectativas se voltam para o bebê e, em meio a uma lista infindável de preparativos e sonhos, o grande desejo é que se desenvolva adequadamente e venha à luz com saúde. A boa notícia é que, com os avanços da medicina, as futuras mamães dispõem de recursos cada vez mais eficazes que as auxiliam para que os filhos tenham, desde os primeiros momentos de vida gestacional, o acompanhamento necessário para um bom desenvolvimento.

Atenção no planejamento gestacional

Os cuidados com a saúde devem começar, sempre que possível, antes mesmo da concepção. Uma das primeiras etapas diz respeito à alimentação, que figura como medida importante de segurança. Além da dieta equilibrada, a ingestão de ácido fólico, vitamina do complexo B, presente em alimentos como peixes, fígado, feijão, brócolis, espinafre e gema de ovo, contribui para reduzir o risco da ocorrência de malformações do sistema nervoso. Outro ponto importante é eliminar vícios como o cigarro, uso de drogas, álcool e alguns medicamentos. Entre os mais prejudiciais estão remédios para alguns tipos de tratamento de pele, para emagrecer e alguns medicamentos para tratar doenças psiquiátricas, hipertensão e colesterol. Por isso, é importante que a mulher avise seu médico da intenção de engravidar. É indicado, também, que a mulher esteja no seu peso normal.

Para o casal que tem em vista a gravidez, pensar na proteção da mulher em relação a determinadas doenças que poderão interferir no desenvolvimento do futuro bebê também é passo essencial. A imunização é uma etapa importante do pré-natal e o ideal é pensar nas vacinas antes mesmo de engravidar já que algumas delas por serem compostas de vírus atenuado não devem ser administradas durante a gestação. Depois disso, será o momento de interromper o método anticoncepcional. No dia seguinte em que as mulheres param de tomar a pílula já estão aptas a engravidar; não importa se tomou durante dez anos ou um mês. Se ela não tiver problemas de fertilidade, poderá engravidar imediatamente.

Fator Rh

Outro aspecto que deve ser considerado pelo casal é a possibilidade de incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto. As hemácias de algumas pessoas contém uma proteína denominada fator Rh, razão pela qual o sangue de quem a possui é indicado como Rh+. Quando um indivíduo não a possui, seu sangue é Rh-. A futura gestante Rh-, cujo parceiro é Rh+, pode gerar um filho Rh+. Durante o período de gestação, há comunicação entre a mãe e o filho por meio da placenta, pela qual pode haver a passagem de células do sangue do filho para a circulação materna. Assim, pode ocorrer a sensibilização do sistema imunológico da mãe, que passa a produzir anticorpos contra o fator presente no bebê. Para evitar problemas, na 28ª semana de gravidez o médico deve prescrever os anticorpos anti-Rh, que bloqueiam o processo de sensibilização do corpo materno. Se o bebê, ao nascer, é detectado como Rh+, a mãe deve tomar ainda uma segunda dose.

Gestação com saúde

Com o resultado positivo da gravidez, começa uma nova etapa. Durante nove meses são muitas idas e vindas ao especialista, diversas consultas e uma série de exames necessários para o acompanhamento médico adequado. Contudo, o pré-natal não deve ser visto apenas como necessidade ou obrigação, mas também como oportunidade. Nessa etapa a prevenção tem efeitos que vão além da gravidez. Uma das ferramentas que ajudam neste sentido é o rastreamento, por meio de exames de sangue materno, de algumas doenças a exemplo da anemia, que pode ser observada através do hemograma, diabetes gestacional, problemas na tireóide, sífilis, hepatite B, rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose, enfermidades estas que podem afetar o desenvolvimento da criança.

Outra verificação fundamental é a pesquisa do vírus HIV, responsável pela AIDS. Existem protocolos muito bem definidos que podem evitar em 99,5% dos casos a transmissão do vírus de uma mãe HIV positiva para o feto. É preciso realizar o exame de sangue na mãe para descartar a presença do vírus. Se este for constatado, alguns cuidados devem ser tomados durante a gestação e o parto para evitar a passagem do vírus da mãe para o bebê. Vale lembrar também que as futuras mamães evitem a administração de medicamentos que não sejam indicados pelo médico que faz o acompanhamento pré-natal, já que a ingestão de substâncias contra indicadas pode também afetar o bebê. O médico, criteriosamente, pode avaliar a necessidade e os riscos envolvidos e, assim, prescrever o medicamento mais adequado.

Segurança para o bebê

 

Assim como todos estes recursos estão presentes durante a gestação existem procedimentos realizados após o nascimento do bebê que igualmente colaboram para avaliar a saúde dos recém-nascidos e possibilitam atuar na prevenção de certas enfermidades. O Teste do Pezinho, por exemplo, detecta precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que podem causar lesões irreversíveis no bebê, mas que quando identificadas a tempo podem ser tratadas por medicamentos ou através de dieta especial. O reconhecimento precoce possibilita adotar medidas que permitirão o tratamento ou o melhor controle dos sintomas associados a essas doenças. O ideal é realizar este exame a partir do 3º dia de vida.

Outro aspecto importante está relacionado à imunização do bebê. O neonato deve receber a 1ª dose da BCG, que protege da tuberculose e a vacina contra a hepatite B. A segunda dose da vacina contra a hepatite B fica para o trigésimo dia e, no segundo mês, entram em cena a tríplice bacteriana, a Sabin, que evita a poliomielite e a Hib, que protege de bactérias que causam meningite e pneumonia. No segundo mês é indicada também a vacinação contra as rotaviroses, enfermidades comuns em crianças e facilmente transmissíveis, que podem provocar diarréia, vômito e desidratação e são importantes causas de hospitalização.

 
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